Uma coisa é não saber. Outra, bem diferente, é ver, sentir na pele, ter certeza — e ainda assim concordar, aplaudir e buscar coro para atacar quem tenta corrigir o rumo. Abrir os olhos exige coragem; sustentar mentira alheia só exige conveniência.
Muita gente terceiriza a consciência: repete opiniões sem escrúpulos para não encarar a decepção de ter se enganado sobre alguém. É mais fácil fustigar quem quer mudar do que admitir a podridão de quem se escolheu defender. Construir um capítulo histórico dá trabalho; sentar e reclamar, não.
Opiniões são bem-vindas; fatos são incontestáveis. Ninguém é obrigado a conviver com o erro, mas todos respondem pelo que decidem ignorar. No fim, a omissão fala por você — mais alto do que qualquer justificativa — e diz mais sobre quem você é do que sobre o autor do crime que escolhe defender.