Nos bastidores políticos, a leitura é clara: a corrida pela cadeira de governador não é por serviço público, mas sim uma sede insaciável por mais poder para roubar, e para ativar o modo ‘pão e circo’ em velocidade ACELERADA, além de ser uma manobra desesperada para conquistar o foro privilegiado e escapar do turbilhão de denúncias de corrupção que assombram sua gestão na prefeitura.
Com a “Operação Paroxismo” da Polícia Federal expondo um esquema de desvio de recursos na construção do Hospital Municipal, saques milionários em espécie, e o uso de bens públicos, como o próprio carro da prefeitura, para fins obscuros, a pressão sobre Furlan é imensa. Acabou de sair no Jornal da Band a estarrecedora notícia sobre o desvio de R$ 9 milhões apenas em um dos inquéritos, reforçando as acusações de direcionamento de licitações e propinas. Um quadro sombrio da administração que, para muitos, só busca agora um refúgio jurídico, enquanto o amapaense sente uma profunda vergonha do prefeito que tem.
O foro privilegiado, uma prerrogativa que transfere o julgamento de certas autoridades para instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o Supremo Tribunal Federal (STF), é visto como a tábua de salvação para Dr. Furlan. Seria sua estratégia para alongar processos, desviar o foco e, quem sabe, se beneficiar da morosidade da justiça.
No entanto, a população e as instituições de controle estão atentas. A montanha de evidências e o clamor por justiça são tão grandes que, mesmo que o improvável acontecesse e Dr. Furlan chegasse a ser eleito governador, seu mandato seria um dos mais efêmeros da história política do Amapá. As investigações em andamento, o peso das provas e a inconformidade popular garantiriam que sua permanência no cargo seria insustentável e sua queda, meramente uma questão de tempo. A busca pelo foro privilegiado, neste caso, seria apenas um adiamento inevitável de sua derrocada política e jurídica.