A já cambaleante gestão do Prefeito Dr. Furlan em Macapá ganha mais um capítulo em sua saga de desorganização e, ao que tudo indica, de manobras para ocultar problemas. A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) protagonizou, em pleno feriado de Carnaval, um vexame administrativo que expõe a fragilidade e a falta de critério nas escolhas do Executivo Municipal. O secretário Gustavo Henrique da Silva Queiroz, em um feito notável de instabilidade, foi “despachado” do cargo em menos de 30 dias de sua nomeação.
A saída relâmpago de Queiroz, que mal teve tempo de sentar na cadeira e, presume-se, entender o organograma da pasta, levanta uma série de questionamentos incômodos. Afinal, que tipo de planejamento ou análise precede as nomeações no governo Furlan? A substituição a toque de caixa por uma nova titular, em meio ao turbilhão festivo do Carnaval, não apenas ignora a seriedade que um cargo público exige, mas também sugere que a prefeitura opera mais sob a batuta do improviso e das crises internas do que com a prometida competência.
Mas a rápida exoneração de secretários não é uma novidade na administração Furlan. Fontes dos bastidores sugerem que a dança das cadeiras em pastas importantes é um recurso recorrente utilizado para tentar “abafar” casos e contornar situações embaraçosas. Essa prática levanta a suspeita de que as mudanças não visam aprimorar a gestão, mas sim proteger a imagem do prefeito ou desviar a atenção de irregularidades.
Enquanto a cidade enfrenta desafios cruciais em diversas áreas, a gestão Furlan parece empenhada em bater recordes de rotatividade e instabilidade em seu próprio time. A efemeridade da permanência de Gustavo Henrique da Silva Queiroz na SEMEL não é apenas um detalhe burocrático; é um sintoma gritante de uma administração que patina em suas escolhas, compromete a continuidade de projetos essenciais e, acima de tudo, zomba da inteligência e da paciência do contribuinte macapaense. Fica a pergunta: qual será o próximo recorde de “passagem meteórica” na administração de Furlan, e qual “caso” a próxima exoneração tentará encobrir? A gestão municipal, ao que parece, está mais para um show de trapalhadas e segredos do que para uma administração séria e focada nos interesses da população.