Enquanto a militância de crachá gastava o réu primário digitando ataques misóginos em blogs de aluguel, a secretária de comunicação de Macapá respondia assinando convites internacionais.
Ah, o início de março de 2026… Que tempo pitoresco para a política macapaense. Quem não se lembra do desespero coordenado que tomou conta das redes sociais quando Joyce Freitas Ferreira botou os pés na Secretaria Municipal de Comunicação? A ordem no antigo “Gabinete do ódio”da ex-gestão na prefeitura era clara: “detonar a nova gestora”.
E como funcionava essa refinada engenharia política? O modus operandi não passava de um repetitivo roteiro de subsistência: ligavam-se os computadores, ativavam-se os perfis falsos e disparavam-se textos capengas em blogs e sites de aluguel, todos convenientemente financiados para questionar a capacidade técnica de Joyce. Um verdadeiro espetáculo de dor de cotovelo digital. O desespero da turma cassada era tamanho que obrigou a bancada feminina a desenhar o óbvio: na época, parlamentares precisaram vir a público para repudiar os ataques e comentários divulgados em blogs e sites que questionavam a nomeação da gestora, destacando que esse tipo de conduta desrespeita a luta das mulheres por reconhecimento e igualdade.
Mas, enquanto o “consórcio do clique pago” tentava emplacar o milésimo exposed de internet para desgastar a imagem de Joyce, a secretária parecia ocupada demais trabalhando. E a ironia do destino é implacável.
Hoje, menos de três meses após o início do linchamento virtual, enquanto a nova Secom debate inovação aeroespacial com ex-engenheiro da NASA, a gestão anterior se recolhe à sua própria relevância cultural: o ápice de sua articulação internacional foi entrevistar o Wesley Safadão e, com muito esforço, conseguir o telefone de um sósia fake do cantor Belo.

Um Pequeno Passo para os detratores, um Salto para a Secom
O contraste chega a ser cruel. De um lado, uma estrutura investigada pela Polícia Federal que usava dinheiro público para produzir fake news; de outro, uma gestora que utilizou o orçamento institucional para colocar Macapá na rota do debate científico global.
Na condução da entrevista exclusiva, Joyce não apenas mediou o debate, mas demonstrou o domínio técnico que os “analistas” de rede social juravam que ela não tinha. Ao guiar George Gabriele por discussões sobre cidades inteligentes, inovação urbana e o potencial geográfico único da capital amapaense na Linha do Equador, a secretária deu uma aula prática de comunicação pública.
Para os observadores da política local, o evento de hoje foi o sepultamento definitivo das narrativas criadas pelas milícias digitais do antigo regime. Enquanto os operadores do ódio recolhem os teclados e aguardam as notificações judiciais da Operação Palanque Digital, Joyce Freitas Ferreira carimba sua gestão com pioneirismo e elegância.

O GRAND FINALE
E para fechar o dia com chave de ouro — o tipo de roteiro que nem o melhor autor de novela mexicana seria capaz de escrever —, o destino resolveu cobrar a conta com juros, correção monetária e ironia fina.
Enquanto os celulares dos operadores da milícia digital de Furlan despertavam ao som do hino “Acorda, Pedrinho” versão Polícia Federal, com agentes batendo à porta para cumprir os mandados de busca e apreensão da Operação Palanque Digital, o cenário na Secom era de outra galáxia. Literalmente.
No exato momento em que a engrenagem do ódio era oficialmente desmascarada e desligada da tomada pelas autoridades, Joyce Freitas Ferreira encerrava o expediente da forma mais elegante possível. Sem responder a provocações de baixo clero, a secretária simplesmente cruzou as portas da Secom esbanjando plenitude, conversando em um inglês impecável e saindo de mãos dadas com ninguém menos que George Gabriele, o ex-engenheiro da NASA.
Dando um tchauzinho protocolar para o passado que ruiu, Joyce deixou claro que enquanto alguns passam o dia tentando se explicar para o delegado da Polícia Federal, outros estão ocupados demais orbitando o sucesso. O último a sair da milícia, por favor, apague a luz — se a PF já não tiver levado o gerador.