O cenário político no Amapá ferve, e o nome no centro do furacão é um só: Dr. Furlan.
O ex-prefeito de Macapá, que tentava pavimentar um caminho tranquilo rumo ao Palácio do Setentrião, agora se vê preso em uma teia jurídica que ele mesmo ajudou a tecer. Entre decisões judiciais e investigações de corrupção, a pergunta que ecoa nas ruas é:
Furlan conseguirá mesmo ser candidato?

O Próximo Passo do Ministério Público: O Xeque-Mate
A situação não é nada boa para o ex-prefeito. O Ministério Público Eleitoral prepara seu próximo e mais decisivo passo: o pedido formal de inelegibilidade. A estratégia é clara: demonstrar que Dr. Furlan usou a prefeitura como vitrine pessoal de forma abusiva, ferindo a igualdade na disputa eleitoral.
Se o MP conseguir provar o abuso de poder, Furlan pode ser banido das urnas por 8 anos. Ou seja, o sonho de 2026 pode acabar antes mesmo de começar.
Derrotas no TRE

Para quem acompanha os bastidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o clima é de “derrota anunciada”. A defesa de Furlan tem acumulado uma série de reveses, com quase todos os recursos apresentados sendo negados.
A realidade é dura: no TRE, o entendimento dos juízes tem sido rigoroso contra as manobras do ex-prefeito, sinalizando que o registro de sua candidatura enfrentará uma barreira quase intransponível no estado.
A Sombra da Operação Paroxismo
Mesmo que Furlan consiga, por algum milagre jurídico, escapar das ações do Ministério Público, ele ainda tem um fantasma maior em seu encalço: a Operação Paroxismo.
A Polícia Federal investiga um desvio de quase R$ 70 milhões que deveriam ter sido destinados à saúde dos macapaenses. Foi essa investigação que motivou seu afastamento do cargo pelo STF em março. Crimes contra a administração pública são um caminho direto para a Lei da Ficha Limpa, o que significa que, mesmo que escape de uma ação, ele continua cercado por esta gravíssima investigação criminal.
Mário Neto: O Vice na “Corda Bamba”

Para piorar o isolamento do grupo político, o vice-prefeito Mário Neto enfrenta seu próprio calvário na Câmara de Vereadores, onde uma Comissão Processante tenha dado um parecer negativo, a denúncia avança na apuração de irregularidades e entra em votação, lembrando que a base de Furlan não tem força na CM e as chances são que o processo siga o curso do rio… Se Mário Neto for cassado, o grupo de Furlan perde sua última influência na estrutura municipal de Macapá.
Uma crise criada com as próprias mãos
Dr. Furlan vendeu a imagem de um gestor imparável, mas os fatos mostram que ele criou um labirinto jurídico sem saída fácil. Ao forçar a mão na propaganda e ter seu nome ligado a desvios milionários, ele colocou sua carreira política em risco máximo.
É importante dizer que hoje, ele não luta contra adversários, mas contra a Lei, a Polícia Federal e as provas que se acumulam nos tribunais. Para muitos, sua corrida desesperada pelo governo não é um projeto para o estado, mas uma tentativa de obter o foro privilegiado como um escudo para escapar de uma eventual prisão. Para o eleitor, resta o alerta: vale a pena apostar em uma candidatura que pode ser derrubada pela Justiça a qualquer momento?
Fique por dentro das próximas decisões do TRE e do destino da Operação Paroxismo aqui no O Contexto.
Em um cenário hipotético e utópico, mesmo que favorável aos apoiadores do ex-prefeito, caso Dr. Furlan conseguisse se eleger em 2026 e o TRE posteriormente confirmasse a prática de crimes, ele seria imediatamente afastado, com a convocação de uma eleição suplementar — a exemplo do que ocorreu em Oiapoque.
A diferença entre o caso do ex-prefeito de Oiapoque e o de Dr. Furlan está no contexto: Breno (Oiapoque) foi flagrado pela PF com dinheiro no carro no dia da eleição; já Furlan foi alvo de mandados de busca e apreensão que, segundo a investigação, revelaram provas de desvios e enriquecimento ilícito, resultando em seu afastamento.
