Imagine acordar cedo, pegar um ônibus lotado e sucateado, trabalhar o dia inteiro para sustentar sua família e, ao chegar no posto de saúde, descobrir que não tem sequer uma dipirona para a febre do seu filho. Agora, imagine descobrir que, enquanto você passava por tudo isso, o dinheiro que deveria resolver esses problemas estava sendo usado para pagar blogs e emissoras de TV para dizerem que Macapá era uma cidade perfeita.

Essa é a dura e revoltante realidade que veio à tona após o afastamento do ex-prefeito Dr. Furlan pela Polícia Federal. O que a nova gestão interina encontrou na Prefeitura de Macapá não foi apenas má administração; foi um cenário de abandono, vaidade extrema e um profundo desrespeito com o dinheiro suado do contribuinte.
Prepare o estômago, pois o que estava escondido debaixo do tapete vai fazer você questionar tudo o que via nas redes sociais do ex-prefeito.
O Teatro da Imprensa e o “Gabinete do Ódio”
Você já se perguntou por que quase ninguém noticiava os problemas reais de Macapá? A resposta é chocante e custou caro: o ex-prefeito preferiu tirar a comida da boca das crianças para comprar o silêncio de parte da imprensa.
Milhões de reais que deveriam ir para a merenda escolar foram desviados para pagar emissoras, jornalistas e blogueiros. A missão deles? Fechar os olhos para a corrupção e criar um “Gabinete do Ódio” para atacar qualquer um que ousasse questionar a gestão. A cidade perfeita das redes sociais foi comprada com o dinheiro que faltou para o seu bairro.

🍽️ Crianças com Fome e Fantasmas na Saúde
Na área que deveria ser a especialidade do ex-prefeito, que é médico, o descaso é cruel. Na Centro de Regulação Papaléo Paes pasme: havia uma lista de 400 funcionários lotados. Obviamente, a maioria era de “fantasmas” — cabos eleitorais e apadrinhados políticos que recebiam sem trabalhar. Enquanto isso, faltava o básico nas prateleiras: não havia remédios para pressão, diabetes ou dor.

Na educação, a crueldade atinge nossas crianças. Escolas recém-inauguradas já estão caindo aos pedaços porque foram entregues inacabadas apenas para render fotos no Instagram. O pior? Devido a um esquema de corrupção sistêmica e falta de pagamento aos fornecedores, escolas estavam mandando alunos para casa às 10h da manhã porque simplesmente não havia merenda.

🚌 Humilhação no Trânsito e Lixo Acumulado
Lembra daqueles ônibus “novos” que Furlan anunciou com festa? Era mentira! Tratava-se de sucata trazida de Manaus, veículos com mais de 15 anos de uso, que começaram a pregar nas ruas logo nos primeiros dias. Para piorar, ele deixou uma dívida de quase R$ 15 milhões com as empresas de transporte, empurrando a cidade para a beira de um colapso e ameaças diárias de greve.

Até a coleta de lixo foi paralisada porque a prefeitura não pagava a empresa desde dezembro. Dos 12 caminhões de coleta, 6 estavam quebrados na oficina sem dinheiro para conserto. É por isso que o lixo se acumulava na sua porta.

Vaidade que Puniu a População
Enquanto o centro da cidade recebia maquiagem para agradar os olhos de quem passa, os bairros periféricos como Congós, Buritizal, Macapaba e Mucajá foram entregues à lama, aos buracos e ao esquecimento.

Mas sabe o que dá mais raiva? Havia R$ 10 milhões parados em uma conta da prefeitura, dinheiro enviado pelo Governo do Estado para asfaltar os bairros. Furlan simplesmente se recusou a usar o dinheiro por pura vaidade política, para não dar o crédito ao governador. Ele preferiu ver você pisando na lama a trabalhar em parceria pelo bem de Macapá.
O “Apagar das Luzes” e a Fuga Covarde
Quando a Polícia Federal bateu na porta de Furlan às 6h da manhã para investigar corrupção no hospital municipal, ele não teve a coragem de dar explicações. Usou advogados, fez papel de vítima e renunciou um dia depois do afastamento, mandando todos os seus secretários saírem junto para sabotar a nova gestão e deixar a prefeitura no caos (sem transição alguma).

Mas, no mesmo dia em que foi afastado, no apagar das luzes, a equipe dele (incluindo o próprio irmão) correu para liberar pagamentos milionários e suspeitos: R$ 2,3 milhões para uma empresa do Pará e quase R$ 700 mil para uma agência de comunicação. Além disso, a prefeitura havia bloqueado R$ 11 milhões que pertenciam à Câmara de Vereadores, numa tentativa clara de chantagem para impedir que os parlamentares abrissem CPIs para investigar seus escândalos.
Nossas Crianças em Perigo
Como se não bastasse, Furlan deixou as escolas desprotegidas. Sem vigilantes profissionais, ele contratava “vigias” em contratos que hoje são suspeitos de “rachadinha”, deixando os trabalhadores sem salário e as nossas crianças e professores expostos à violência, como tristemente vimos acontecer recentemente.

A verdade liberta, mas primeiro ela revolta. O Tribunal de Contas deu nota zero em transparência para a gestão de Furlan, e agora sabemos o porquê. Não havia transparência porque o que estava escondido era feio, sujo e revoltante.

O rombo é milionário e o prejuízo é todo seu.
É hora de abrir os olhos e exigir que a justiça seja feita.
Macapá não é um brinquedo nas mãos de políticos vaidosos;
Macapá é a nossa casa, e o povo exige respeito!