Macapá foi sacudida por uma revelação que lança uma sombra ainda mais densa sobre a gestão do Dr. Furlan: a descoberta de quase 500 “servidores fantasmas” na Unidade Básica de Saúde do Perpétuo Socorro. A denúncia, feita pela atual secretária de Saúde, Renilda Costa, expõe uma chaga de ineficiência e, possivelmente, de corrupção que drenou os cofres públicos e comprometeu o atendimento à população.
A auditoria, um trabalho minucioso que confrontou as folhas de pagamento com a realidade no chão das unidades de saúde, revelou uma prática estarrecedora: 452 nomes registrados apenas em um único posto de saúde, sem qualquer comprovação de frequência ou, em muitos casos, sem que os próprios diretores das unidades soubessem de sua existência. O que parecia ser uma “falha sistêmica” na gestão do Dr. Furlan, rapidamente se desnudou como um possível esquema de apadrinhamento político, onde proventos eram pagos sem a contrapartida do serviço essencial.
Esta não é apenas uma questão de números. É a imagem da gestão pública sendo corroída por dentro. Enquanto a propaganda oficial pintava um cenário de heroísmo e eficiência, a realidade nas UBSs de Macapá mostrava um quadro de escassez de profissionais e recursos, agravado pelo desvio de verbas que deveriam estar salvando vidas. A promessa de uma “nova política” se desfaz diante de práticas antigas e nefastas, onde o dinheiro do contribuinte é utilizado para fins escusos, e não para o bem-estar da população.
A sangria nos cofres públicos, em um momento de asfixia financeira e crise na previdência municipal, é um tapa na cara do cidadão macapaense que paga seus impostos esperando serviços básicos de qualidade. A economia gerada com o corte desses “fantasmas” é um alívio, mas a dimensão do que foi perdido – em dinheiro e em confiança – é incalculável. A gestão do Dr. Furlan, que deveria zelar pelo público, parece ter sido cúmplice de um sistema que privilegiou o clientelismo em detrimento da saúde de Macapá.
A revelação da secretária Renilda Costa é um alerta gravíssimo. Ela expõe a fragilidade de uma administração que se dizia transparente e eficaz, mas que permitiu que centenas de milhares de reais fossem parar nas mãos de pessoas que não prestavam nenhum serviço à comunidade. Isso mina a credibilidade de qualquer discurso sobre boa gestão e joga luz sobre as verdadeiras prioridades de quem esteve no poder.
Será que é por isso que tantas pessoas brigam tanto nas redes sociais e nas ruas por causa do Ex prefeito afastado pelo STF?