Um simples gesto durante um culto de celebração em Macapá pode ter custado mais caro do que a administração Furlan imaginava. A atitude da Primeira-Dama Rayssa Furlan, ao afastar a mão de um pastor que orava por ela, viralizou e levantou uma série de questionamentos, especialmente entre a comunidade evangélica, que representa uma parcela expressiva do eleitorado na capital amapaense.
Para muitos evangélicos, receber uma bênção através da imposição de mãos é um momento de fé e acolhimento. A reação da Primeira-Dama foi interpretada por muitos como um desrespeito a essa tradição e, mais grave, como um sinal de falta de sinceridade em sua postura pública de fé. O incidente levanta a pergunta: será que a “capa” da religiosidade para enganar o povo caiu?

Esse tipo de atitude é particularmente sensível em Macapá, onde líderes políticos frequentemente buscam o apoio e a identificação com as igrejas evangélicas. Uma ação como essa pode minar a confiança construída – ou que se tentava construir – e levantar dúvidas sobre a autenticidade da fé professada por figuras públicas.
A falta de uma explicação clara por parte da Primeira-Dama ou da prefeitura sobre o incidente apenas jogou mais lenha na fogueira da especulação. Entre as diversas tentativas de entender o gesto, surgiu nos debates a menção de que, em algumas religiões, como a Umbanda, há protocolos que proíbem o toque na cabeça (o “Ori”) por ser considerado um ponto sagrado e de força vital.
Isso alimenta discussões sobre a verdadeira intenção por trás das aparições em cultos e eventos religiosos. Perguntas como: “Será que ela realmente acredita, ou está ali apenas por conveniência política?” e “O que ela quer esconder ao evitar um gesto de fé tão comum?” começam a surgir.
Parece que a senhora sente-se mais descontraída em momentos como dançarina – algo que não é pecado, mas que agora é colocado em contraste com a imagem de “santa” que talvez tente passar –, pode estar apenas cumprindo um papel, pode ser devastadora. A autenticidade é um valor cada vez mais prezado pelo eleitor.

Diante da incapacidade de se expressar ou por receio de que qualquer palavra dita possa piorar ou perder mais votos, tanto a primeira-dama como a assessoria ficam mudos diante da situação.O silêncio e as ações falam mais alto, e, neste caso, o gesto da Primeira-Dama parece ter gritado alto para um grupo de eleitores que esperava outra postura. Caso candidata ao senado, vai mesmo continuar muda e tentar ganhar sem expor idéias e convicções?
Aguardamos cenas dos próximos capítulos.