Há quem passe mais de 25 anos na comunicação construindo um legado; Eduardo Neves preferiu usá-los para construir um naufrágio espetacular. Natural de Afuá, o garoto que sonhava com o jornalismo, nem chegou a formar-se na Seama em Macapá, passou por rádios, TV Band, A Gazeta e até pela coordenação de comunicação do governo do Amapá. Parecia o roteiro de uma carreira consolidada. Mas a realidade entregou uma comédia dramática: a transformação do apresentador de um programa de rádio, espalhador de mentiras em sites autorais e grupos de whats app, afundou a carreira política dos Capiberibes no Amapá e se consagrou como a maior vergonha da imprensa amapaense.
A narrativa de “jornalista combativo e perseguido” ruiu de vez quando a máscara da independência deu lugar ao pragmatismo dos trocados. O enredo, que já era decadente, ganhou contornos policiais ao se desenrolar como peça engrenada de uma milícia digital sob a mira da Polícia Federal. A ironia é poética: queimar mais de duas décadas de reputação para virar bucha de canhão de rede clandestina de ataques já seria trágico, mas fazer isso a preço de xepa é um atestado definitivo de incompetência comercial.
O resultado desse brilhante modelo de negócios não demorou a chegar na Justiça Eleitoral:

- O golpe de misericórdia: Na Representação nº 0600031-70.2026.6.03.0000, o TSE atropelou os malabarismos da defesa e confirmou a ilicitude da publicação de pesquisa falsa.
- A conta do amadorismo: Uma multa de R$ 53.205,00 (fixada no patamar mínimo, provando que a Justiça ainda teve piedade). Nem o consolo da vitória na Representação nº 0600033-40.2026.6.03.0000 alivia a matemática: o valor cobrado pelos serviços prestados na internet não cobre nem metade do boleto judicial.

Vender a credibilidade por moedas de troco para operar fake news encomendadas é a definição perfeita do barato que sai caro. Quando os “padrinhos” somem e a PF bate à porta, o operador descobre da pior forma que trocou a história profissional por um saldo bancário negativo e o topo do pódio da vergonha alheia no Amapá.