Tem coisa mais bonita do que ver quem passou anos de peito estufado no poder, agora, de olhinhos marejados, se dizendo “perseguido”? É de uma arte dramática que daria prêmio em festival. O roteiro é sempre o mesmo: primeiro a vitimização, depois a tentativa de calar quem ousa abrir a boca.
O curioso é que o “perseguido” — coitadinho — agora foge de debate como gato foge de água. E não é por falta de convite. É que simplesmente não tem resposta para a fila de escândalos e para as batidas da Polícia Federal que insistem em bater à sua porta. Quem muito deve, foge da conta. E quem não consegue explicar o próprio histórico, foge do microfone.

A estratégia é transparente até demais: atacar pelas costas, no silêncio, derrubando redes sociais de quem vem desmascarando as mentiras uma a uma. Nada de debate aberto, nada de frente a frente, nada de responder perguntas. É o clássico “cala a boca que eu não aguento ouvir”.

Desta vez tentou atacar o atual prefeito de macapá, Prefeitinho da Lua e na hora, o juiz INDEFERIU. NEGOU O PEDIDO E ELE FICOU SÓ NA VONTADE.
Pelo simples fato que o atual prefeito resolveu contar a verdade — os podres, os rombos, o que ficou para trás — virou alvo de ataques e ameaças. Quem denuncia é perseguido; quem fugiu do palco é que posa de vítima. O mundo invertido em sua melhor forma.
No fundo, a mensagem é clara: quem tem culpa, corre; quem tem verdade, fica. E a fuga desse “ex” de qualquer enfrentamento só confirma o que as investigações já vêm mostrando: quando não há argumento, resta a covardia — e, se der, a tentativa de apagar a luz de quem ilumina o esgoto.