Você já esperou horas por uma consulta? Já voltou do postinho sem o remédio que precisava? A resposta para essa espera e essa falta pode estar em um número chocante: 452.
Uma auditoria recente na Secretaria de Saúde de Macapá (Semsa) descobriu algo que parece roteiro de filme de terror: 452 funcionários estavam lotados em uma única Unidade Básica de Saúde (UBS), a do bairro Perpétuo Socorro.
O problema? A nova gestão da saúde, ao visitar o local, percebeu que seria impossível ter tanta gente trabalhando ali. Ao cruzar a lista de nomes com a vida real, a suspeita se confirmou: centenas de pessoas recebiam salários, mas, supostamente, não apareciam para trabalhar.
São os chamados “funcionários fantasmas”. E enquanto eles assombram a folha de pagamento, quem paga a conta é você.

Esses treze milhões e meio de reais por ano saem do dinheiro público. É o seu imposto, que deveria voltar em forma de saúde, mas que pode estar indo para o bolso de quem não trabalha.

Não é Apenas Dinheiro, é a Sua Vida
Este escândalo vai além dos números. Ele acontece enquanto a gestão do prefeito afastado, Dr. Furlan, é investigada pela Polícia Federal por suspeita de fraudes na saúde. Para piorar, a atual secretária denunciou que, em meio à crise, o Senador Lucas Barreto, aliado de Furlan, retirou verbas de emendas que viriam para a saúde de Macapá.
A conclusão é simples e direta: enquanto alguns grupos políticos brigam e supostamente desviam recursos, o cidadão fica na fila, esperando por um atendimento que nunca chega com a qualidade que deveria.
A eficiência que a população de Macapá precisa não é a de uma folha de pagamento inflada com “fantasmas”. É a eficiência de um postinho que funcione, com médicos para atender e remédios na prateleira. A pergunta que fica é: até quando os fantasmas terão mais prioridade que a sua saúde?