O avanço das investigações sobre a atuação da facção Família Terror do Amapá (FTA) e os desdobramentos de processos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) colocaram em xeque as instituições municipais e estaduais de segurança pública.
As denúncias e interceptações da Polícia Federal (como as da Operação Herodes) apontaram o uso de territoriais sob controle do crime organizado — como o Habitacional Macapaba — para coação e formação de “currais eleitorais”. Diante desse quadro, os órgãos de segurança e fiscalização assumem novos papeis e dinâmicas:
Pontos importantes para pensarmos:
Se condenou o Caçula, por que não condenou o Furlan? Afinal, na lógica da justiça eleitoral, parece que a corda só arrebenta do lado do ex-vereador cassado. Para muitos analistas e críticos da cena local, a conta simplesmente não fecha: o operador cai, mas o chefe político segue blindado.
TRE protege bandido e o Furlan: Fica o questionamento escancarado de que o tribunal eleitoral prefere fechar os olhos ou andar a passos de tartaruga, garantindo que certos figurões continuem desfilando como se nada tivesse acontecido.
A corrida para apagar o incêndio: Furlan tem intensificado nos últimos dias reuniões com a Segurança Pública justamente para tentar se desvincular das acusações de ligação com facção criminosa no Amapá. Um verdadeiro malabarismo político para tentar limpar a imagem às pressas.

Silêncio ensurdecedor da tropa: Cadê os operadores da Segurança Pública que andaram com ele nos últimos dias? Será que eles não têm vergonha disso? A foto para o feed de notícias parece valer mais do que o constrangimento de caminhar ao lado de quem está atolado em denúncias.

Com o avanço das investigações e a cassação de suplentes e aliados vinculados às denúncias:
- Afastamento Institucional Obrigatório: Entes políticos e servidores do executivo que mantinham diálogo ou apoio ao núcleo de Caçula passam por processo de afastamento ou desvinculação oficial para evitar implicações criminais e perda de mandato.
- Revisão de Planos e Discursos de Governo: A pauta de combate às facções criminosas passou a ser cobrada diretamente do pré-candidato Dr. Furlan pela opinião pública e adversários, exigindo que projetos de segurança municipal e estadual incluam medidas de enfrentamento ao crime organizado.
A defesa do ex-prefeito Furlan e de seus advogados nega qualquer tipo de aliança ou relação com facções criminosas, sustentando que eventuais condutas ilícitas apuradas pela Justiça dizem respeito exclusivamente a terceiros e ex-colaboradores.