Já pensou? Você sai de casa com a alma sedenta por um momento de recolhimento espiritual, focado em louvar a Deus, e cai direto na pegadinha pregada no Amapá pelo deputado Nikolas Ferreira. Em meio a um comício disfarçado de culto no Araxá, os fiéis foram “abençoados” com a aparição do parlamentar e do Coronel Marques.
Afinal, nada diz mais “paz celestial” do que ir a um evento anunciado como o culto “Reativa” — sob a organização do Renan Cruz (esposo da assessora de comunicação da Assembleia de Deus) — achando que vai presenciar uma celebração religiosa e descobrir no grito que foi promovido a militante de palanque sem nem saber.
A audácia do esquema fica evidente no próprio vídeo gravado no palco. Em tom de deboche, os organizadores e palestrantes riem da situação ao admitir abertamente a manobra: contam que convocaram o público para um ato estritamente evangélico e que os fiéis foram para lá crentes de que participavam de um evento de fé, quando, na verdade, tinham sido enganados para lotar um ato político.


Para coroar o abuso, o evento descambou para a prática direta de ilícitos eleitorais:
- Pedido explícito de voto para Dr. Furlan: O Coronel Marques utilizou o microfone para pedir votos abertamente ao prefeito Dr. Furlan — figurinha conhecida por carregar investigações sobre supostas ligações com facções criminosas no estado.
- Comício para a família Bolsonaro: O próprio deputado Nikolas Ferreira aproveitou a plateia manipulada para fazer propaganda e pedir votos para Flávio Bolsonaro.
É o evangelho moderno na sua forma mais rasa: usa-se o louvor e a oração como fachada para transformar fiéis em estatística de engajamento partidário. Nikolas Ferreira e os organizadores deviam se envergonhar da canalice de rir da boa-fé alheia e instrumentalizar a religião para fins eleitorais.
Na fala, eles assumem que fizeram convite pro evento evangélico.
Aqui o Candidato a Deputado do Dr. Furlan pede voto para o chefe, que está sendo investigado por ligação com milícias, que inclusive é Militar (pasmem)