
O deputado federal Nikolas Ferreira anunciou viagem a Macapá com a promessa de liderar um grande ato pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. No entanto, os bastidores da organização revelam que a incursão pelo Norte tem tudo para se transformar em um verdadeiro vexame político.
A primeira demonstração de desorientação ficou nítida na lambança logística e estratégica da escolha do local:
- A Fuga da Praça Jacy Barata: O ato estava originalmente marcado para a Praça Jacy Barata (a antiga Praça do Papa), no bairro Perpétuo Socorro. Bastou a equipe do deputado descobrir a trágica capivara do local — símbolo de um dos maiores escândalos de corrupção da antiga gestão municipal, recheado de aditivos milionários, obras abandonadas e investigações do MPF e TCU — para bater em retirada.
- O Recuo Estratégico para o Araxá: A mudança da manifestação para a Orla do Araxá expôs o receio da organização de ver o discurso da “moralidade” atropelado pela memória dos escândalos de engenharia da capital amapaense.
Tentar exportar uma pauta de mobilização de internet para o Amapá sem sequer conhecer o chão onde se pisa é a receita pronta para o fiasco. Ao trocar de praça para fugir de fantasmas locais dos quais nem tinha conhecimento prévio, Nikolas Ferreira mostra que desembarca em Macapá completamente desconectado da realidade da população. O que se desenhava como uma demonstração de força nacional vai se desenhando como um mero palco de marquetagem desconexo, onde o parlamentar corre o risco real de passar vergonha em solo amapaense.