O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) percorreu mais de 2,5 mil quilômetros entre Brasília e a capital do Amapá para protagonizar um dos maiores vexames políticos do ano no Norte do país. Anunciado como uma grande ofensiva para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ato convocado pelo parlamentar mineiro na Curva do Araxá, em Macapá, naufragou em praça pública, registrando uma plateia modesta de apoiadores e escancarando a derrocada de sua capacidade de mobilização presencial fora das redes sociais.

Uma imagem aérea do local da manifestação para ter noção melhor
Uma viagem longa para um público mínimo
A estratégia da oposição era ambiciosa: atravessar o Brasil para emparedar Alcolumbre em seu próprio reduto eleitoral, cobrando a abertura do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. No entanto, o que se viu no famoso ponto da orla amapaense foi um cenário desolador para o parlamentar.
Apesar de contar com a presença de aliados como o deputado Zé Trovão (PL-SC), o topo do trio elétrico parecia discursar para o vazio. A vasta área da Curva do Araxá permaneceu isolada, escancarando que a retórica inflada do mundo digital não encontrou eco nas ruas de Macapá.

Além de trazer dezenas de pessoas para tentar divulgar o evento como sucesso, Deputado não contava que o baixa público
Empurra-empurra de desculpas
Percebendo o esvaziamento iminente, Nikolas e a organização do evento tentaram construir a narrativa de que teriam sido vítimas de boicotes e “perseguição política” por parte da política local, citando a mudança de local da Praça Jacy Barata para a Concha Acústica do Araxá e o conflito de agenda com eventos da prefeitura.
As justificativas, porém, não esconderam o fato concreto: a viagem cruzando o mapa do país resultou apenas em imagens de um palanque barulhento falando para pouquíssimas pessoas.
O saldo na capital amapaense
Ao final do discurso, marcado pelos tradicionais ataques a Davi Alcolumbre e ao Judiciário, o saldo da expedição nortista do deputado foi o isolamento. Em vez de demonstrar força política e intimidar a liderança do Senado no Amapá, Nikolas Ferreira encerrou sua passagem por Macapá virando piada nos bastidores locais pela aparente inutilidade de ter atravessado o Brasil para passar vergonha na Curva do Araxá.