A fé cristã e a boa-fé dos evangélicos foram descaradamente manipuladas. O que era para ser uma agenda espiritual e profética transformou-se em um palanque eleitoral disfarçado, desenhado para instrumentalizar a igreja e servir de escudo para alianças políticas sombrias que tem ligação com facções no Amapá.
O Uso da Fé como Pretexto e a Falta de Transparência
O movimento Reativa convocou os fiéis sob a promessa de um grande evento evangélico e de oração. No entanto, ao subirem no palco, a pregação deu lugar ao discurso político raivoso de Nikolas Ferreira, pedindo a saída de Alexandre de Moraes e convertendo a adoração em comício partidário.

A Estratégia de datas e a mudar para o Araxá
A manobra já vinha de conveniências anteriores. Inicialmente, a manifestação fora convocada para o dia 07/09 como um ato pró-Flávio Bolsonaro. Em seguida, remarcou-se a data para 12/09 com a desculpa de que haveria um evento sobre autismo na Praça Jacy Barata (JB). Pura mentira, já que se o ato fosse na Jacy Barata, o vaco seria bem maior.
Por fim, o evento foi empurrado para a Curva do Araxá e sabe por que? Por que fugiram da Jacy Barata? Porque sabiam que, se dependessem apenas do apelo político, a praça estaria vazia. A escolha do Araxá serviu justamente para “carona” na aglomeração do ato evangélico e disfarçar o esvaziamento de sua militância.

Financiamento Suspeito e as Conexões com o Poder
Diante de uma estrutura cara, a pergunta que não quer calar é: de onde saiu o dinheiro para pagar o som e a estrutura do evento?
- O líder do movimento Legendários no Amapá é de um dos testa de ferro de Vinicius Gurgel ( Marido da vice na chapa de Furlan, mas dele falaremos em outra matéria)
- Nikolas reclamou que o Amapaense não tem onde “cagar”, mas esqueceu de comentar por que seu apoiador Vinicius Gurgel que está a 4 mandatos no congresso, nunca fez nada pra resolver isso.
- Vale lembrar que Furlan estava na prefeitura quando recebeu recursos públicos para saneamento básico. Toda essa engenharia financeira levanta suspeitas graves sobre a real origem dos fundos empregados na montagem do ato.
O Silêncio Seletivo sobre a “Turma da Facção”
O Conselho de Pastores precisa se posicionar e responder por permitir esse aliciamento das igrejas. Nikolas Ferreira sobe nos palanques de todo o país gritando por “cadeia” para seus adversários políticos, mas fecha os olhos para a “turma da facção” que o cerca e o apoia localmente.
Nikolas esquece, convenientemente, que Furlan — o “paizão de facção” — também possui sérias e diretas ligações com esquemas de criminalidade organizada e facções que estão roubando o futuro dos nossos filhos e destruindo as famílias.
- Se Nikolas pede cadeia para uns, Furlan também não merece cadeia?
A hipocrisia é cristalina: usaram a fé e a igreja evangélica em prol de um figurão ligado a faccionados. O crente evangélico não foi lá por conta própria para apoiar políticos corruptos; foi enganado e usado. Resta agora às lideranças sérias e aos fiéis cobrarem respostas e repudiarem a transformação do altar em palanque de facção.