A rotina de grupos virtuais que deveriam servir para a troca de informações profissionais e operacionais no Amapá vem sendo transformada em um cenário de constrangimento e intimidação política. Apoiadores do ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan — afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) —, têm utilizado esses espaços para proferir ameaças diretas a profissionais da segurança pública e de diversas categorias.

Sem demonstrar respeito pelas corporações estaduais ou pelos princípios rígidos da hierarquia militar, tais militantes tentam impor um clima de censura e assédio moral. Um dos nomes apontados como linha de frente dessas investidas é o de Roque Gomes Mourão, conhecido publicamente como Rubilota, oficial do Corpo de Bombeiros Militar. Em vez de prezar pelo decoro esperado da farda e da instituição, atuações dessa natureza colocam em xeque a ética corporativa ao transformar canais institucionais e de convivência em palanques de pressão.
POSTAGENS EM REDE SOCIAL DE MOURÃO



A Tática da Vitimização vs. Aparelhamento Digital
O comportamento ostensivo dos interlocutores contrasta com a narrativa pública adotada por Dr. Furlan. O ex-gestor costumeiramente recorre às redes para se colocar no papel de vítima de perseguição política, direcionando acusações frequentes ao governador Clécio Luís e a adversários locais.
Contudo, investigações e fatos recentes revelam uma contradição flagrante entre o discurso e a prática:
- Enquanto o ex-prefeito prega ser alvo de complô político, seus apoiadores e aliados adotam posturas agressivas contra servidores que discordam de suas diretrizes.
- As investidas de intimidação em aplicativos de mensagem reforçam o uso de táticas de assédio e militância radical para blindar a imagem do grupo político.
A conduta de oficiais e agentes públicos que utilizam de sua posição para pressionar colegas atinge a credibilidade das forças de segurança e exige atenção dos órgãos de controle e das corregedorias. A sociedade e as corporações cobram que o respeito à legalidade, à ética e ao regulamento disciplinar prevaleçam sobre a submissão a projetos políticos pessoais.