O Amapá atravessa um momento decisivo em sua história política, em que fatos graves trazidos à tona por investigações policiais e reportagens de alcance nacional expõem esquemas que vão muito além da política tradicional.
Os Fatos e as Investigações
As apurações da Polícia Federal e da Polícia Civil, veiculadas inclusive em matéria da Record Nacional, revelam uma série de denúncias sobre a gestão do ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan:
- Invasão do Crime Organizado na Gestão: Relatórios policiais e gravações apontam negociatas com a facção criminosa Família Terror Amapá (FTA). Depoimentos, como o do ex-candidato a vereador Luanderson “Caçula” (tornado inelegível por 8 anos), citam pagamentos em dinheiro em troca de apoio político e permissão para entrar em áreas dominadas pelo crime.

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Leia mais: Apoiar quem patrocina facções é apoiar o crime organizado.- Cargos Públicos para Investigados: Pessoas com histórico no crime ocupavam cargos na prefeitura, a exemplo de Jezaias Silva (“Jeiza”), ex-subsecretário de Zeladoria preso por tráfico, e Cíntia Neves, presa pela PF por tráfico internacional de drogas e alocada na Secretaria de Saúde.
- Operação Palanque Digital: A Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 25 milhões de contratos de comunicação para alimentar uma estrutura focada em ataques a opositores e autopromoção.
- Afastamento e Renúncia: O ex-prefeito foi afastado do cargo por decisão judicial após acusações de desvios na obra do Hospital Geral Municipal e, em seguida, renunciou ao mandato.
Em contrapartida, a defesa de Dr. Furlan nega categoricamente as acusações, alegando que se tratam acusações em período eleitoral e reafirmando estar à disposição da Justiça. Eles só não explicam as provas, pois contra fatos não há argumentos.
A Responsabilidade Moral das Categorias
Diante de evidências tão graves, defender ou dar respaldo político a figuras associadas a esquemas de facções criminosas representa uma contradição inaceitável para diversos setores da sociedade:
- Comunidade Cristã: Fundamentada na ética, na verdade e no combate à corrupção moral, não pode patrocinar a aliança com grupos que destroem famílias através das drogas e da violência.


- Profissionais da Segurança Pública: Agentes que arriscam a vida diariamente no combate ao crime organizado veem seu trabalho desencorajado quando o poder público abre as portas para as mesmas facções que eles enfrentam nas ruas.

- Servidores da Educação e Saúde: Trabalhadores que enfrentam a falta de estrutura nas escolas e postos assistem ao desvio de verbas milionárias e à entrega de secretarias a pessoas ligadas ao crime.


Um dos principais cabos eleitorais de Furlan é um médicos e evangélico. Dr. Vinicius Reis candidato e Deputado Federal
Apoiar gestões ou candidaturas sob suspeita de ligação com o crime organizado destrói a credibilidade de qualquer instituição ou categoria social. A sociedade amapaense exige transparência e o fim de alianças que comprometem a segurança e o futuro do estado.
Enquanto o Amapá lidera o país em violência, com 42 mortes a cada 100 mil habitantes, quem deveria nos proteger negociava com quem aterroriza nosso povo. Isso não é só política desonesta: é entregar o poder público nas mãos do crime e transformar a prefeitura em balcão de facção.