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Ex-prefeito de Macapá, investigado pela PF, não enfrenta o perguntas sobre investigações e transforma ataques ao Alcolumbre em defesa
Desde que foi afastado da Prefeitura de Macapá, o ex-prefeito Antônio Furlan (PSD) sustenta que é vítima de perseguição política. A PF deflagrou em 4 de março a segunda fase da Operação Paroxismo, que afastou por 60 dias o prefeito e o vice por suspeita de desvio de recursos federais e fraude em licitação na saúde, em decisão do ministro Flávio Dino, do STF. No dia seguinte, ele renunciou e disse que deixava o cargo para disputar o governo do Amapá.
Em vídeo, Furlan disse que ataques e perseguições já eram esperados e que não miravam apenas ele, mas a vontade da população do Amapá. O nome do senador Davi Alcolumbre não aparece nessas falas. A ligação vem do histórico: Furlan é adversário do grupo de Alcolumbre e venceu em 2020 o irmão do senador, Josiel, no segundo turno. Aliados do ex-prefeito afirmam, nos bastidores, que ele é alvo de uma ofensiva política do grupo ligado ao senador.

A tese, porém, enfrenta obstáculos. Veículos locais apontam que os aliados repetem a narrativa sem confrontar o conteúdo das acusações, mesmo com elementos reunidos pela PF, medidas validadas pela Justiça e manifestações favoráveis da PGR. Nas matérias consultadas, não há prova de influência de Alcolumbre sobre a PF ou o STF.
O que a investigação aponta
Segundo o relatório enviado ao STF, a empresa responsável pela obra do Hospital Municipal recebeu repasses do município e, logo depois, seus sócios fizeram saques sucessivos em dinheiro vivo, cerca de R$ 9,8 milhões entre janeiro de 2023 e setembro de 2024. Entre os possíveis beneficiários estão a ex-esposa de Furlan e uma clínica cuja responsável é Rayssa Furlan, que tiveram sigilos fiscal e bancário quebrados. A defesa dela não havia sido localizada pelo Portal SN até a publicação. Os fatos são apenas suspeitas, e ninguém foi condenado.

Nomeações na prefeitura
Outro ponto é a reportagem que aponta que a prefeitura empregou 12 pessoas suspeitas de ligação com facções, segundo a Polícia Civil, durante a gestão de Furlan. Ele nega qualquer relação com o crime organizado e diz que as nomeações seguiram a lei e que parte dos cargos foi preenchida por indicação de vereadores, deputados e outras lideranças, citando ainda declaração de um delegado da Draco-AP de que a investigação não o liga a facções.

O silêncio sobre o hospital
Um mês após a operação, o site De Bubuia registrou que Furlan nunca respondeu diretamente às acusações, e sua manifestação se resumiu a uma linha sobre perseguição política. Permanecem sem resposta pública as perguntas sobre o contrato de R$ 69,3 milhões do hospital, os saques em espécie e os depósitos ligados a pessoas próximas a ele. De Bubuia
Hoje candidato ao governo, Furlan disputa o Palácio com o governador Clécio Luís, aliado de Alcolumbre. A reportagem buscou o contraponto das partes citadas: quando houver posicionamento oficial de Furlan, Rayssa Furlan ou do grupo de Alcolumbre, ele deve ser incluído.
A ofensiva contra Alcolumbre
Com a investigação avançando, o entorno de Furlan passou a ampliar a tese da perseguição: além da PF e do STF, o alvo agora seria o grupo político do presidente do Senado. Segundo a coluna de Neila Guimarães, no Metrópoles, aliados do candidato ( SOMENTE OS ALIADOS DO FURLAN) afirmam que ele é alvo de uma ofensiva do grupo ligado ao senador e relacionam a disputa a processos na Justiça Eleitoral e às investigações da Operação Palanque Digital. A aproximação com o deputado Nikolas Ferreira, que levou ao Amapá um ato contra Alcolumbre, reforça esse enredo e sem muito sucesso. O evento ainda teve que se acoplar a um ato religioso por causa do baixo numero de pessoas.
A estratégia, porém, enfrenta resistência. Veículos locais avaliam que ela evita responder ao conteúdo das suspeitas, e as perguntas seguem em aberto: o contrato de R$ 69,3 milhões do hospital, os saques em espécie, os depósitos ligados a pessoas próximas ao ex-prefeito e as nomeações de suspeitos de ligação com facções. Nenhuma das matérias consultadas apresenta prova de que Alcolumbre tenha influência sobre as decisões da PF ou do STF, e o afastamento partiu de uma decisão do ministro Flávio Dino, apoiada em relatórios da PF e da CGU e em parecer da PGR.
No fundo, Furlan sabe de todos os crimes que cometeu e que a batata dele está mais que assada.
É aguardar e assistir por que a decadência dele e o inferno astral, já começaram faz tempo.
