Basta: quando o poder se cerca de suspeitas graves, a sociedade não pode calar
Macapá vive um momento decisivo. Não se trata apenas de escândalos isolados, mas de um padrão repetido de investigações que apontam para algo muito mais grave: a proximidade perigosa entre o entorno político do ex-prefeito Dr. Furlan e pessoas acusadas de integrar organizações criminosas, coagir eleitores e praticar crimes como eleitorais e assassinatos.
A Operação “Herodes”, deflagrada pela Polícia Federal, não deixou margem para dúvidas sobre o nível de gravidade: Jesaias Silva e Silva, o “Jeiza”, subsecretário de Zeladoria Urbana na gestão de Furlan, foi preso sob suspeita de integrar organização criminosa. Outro alvo, o candidato a vereador “Caçula”, é investigado por tráfico, coação eleitoral e organização criminosa, com mandado assinado pela Justiça Eleitoral.

Não é um caso isolado. O Ministério Público Federal apresentou denúncia de 145 páginas acusando Furlan de liderar organização criminosa voltada a fraudar eleições, com compra de votos e transporte ilegal de eleitores. A Polícia Federal, em operações como “Paroxismo” e “Palanque Digital”, apura desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e o financiamento de uma suposta “milícia digital” para atacar adversários.

Quando um gestor público é apontado, em documentos oficiais, como “mentor intelectual” e “coordenador” de esquema criminoso, a pergunta que fica não é se há fumaça — mas por quanto tempo a sociedade vai tolerar que o fogo continue queimando.
Macapá merece mais do que notas de imprensa genéricas. Merece respostas claras, prestação de contas e o fim da tolerância com quem se beneficia de esquemas que mancham a democracia.

A prisão de Adriano e Silva Pinheiro, de 49 anos, pela Polícia Civil, trouxe à tona uma onda de profunda indignação, revolta e comoção na população do Amapá. A crueldade e o frio cálculo por trás do assassinato de sua jovem esposa, a frentista Emilly Darck Vanzeler Canela, de apenas 22 anos, chocaram Macapá e Santana, expondo mais uma face brutal da violência contra a mulher.
O choque e a revolta ganham novos contornos à medida que a identidade do acusado é ligada à vida política da região. Adriano Pinheiro, que foi candidato a vereador de Santana/AP e figura publicamente conhecida como “fiel apoiador de Furlan” — o Ex-prefeito de Macapá afastado pelo STF —, é o principal suspeito deste feminicídio premeditado.
O Crime: crueldade e premeditação
Emilly teve a vida ceifada com um tiro na cabeça dentro do próprio carro, em plena manhã de sábado (1º), na Rodovia Duca Serra. O que já seria um ato estarrecedor ganhou contornos ainda mais revoltantes com a revelação de que o crime foi minuciosamente planejado por cerca de 15 dias.
Para a população, os detalhes da investigação são um insulto à memória da vítima:
- Pura cínica farsa na cena do crime: Adriano teve a audácia de permanecer na cena do crime acompanhando o trabalho da polícia, fingindo não ter relação com o ocorrido, em uma tentativa fria de afastar suspeitas sobre si.
- Adulteração e ocultação de provas: A investigação apurou que ele retirou uma câmera de segurança da residência do casal dias antes e apresentou versões contraditórias sobre o paradeiro da arma, que até o momento não foi localizada.
- Silêncio calculista: Após admitir informalmente aos agentes do Grupo Tático Aéreo (GTA) a premeditação do feminicídio, ao ser apresentado na delegacia, preferiu se calar, valendo-se de seu direito legal ao silêncio.
O Brado por Justiça e a Exigência de Rigor
A sociedade amapaense não aceita mais que vidas de mulheres jovens sejam interrompidas de forma tão covarde por quem jurava proteção. A ligação do suspeito com figuras políticas de destaque na capital e em Santana acentuou a repercussão do caso, transformando-o em um símbolo da luta contra o feminicídio.
Agora resta saber se a Ex-Primeira dama que agora é Candidata ao Senador Federal e costuma soltar pérolas aos 4 ventos, vai se pronunciar contra a violência praticada a mulheres ou seguirá caladinha, bem como o marido, tamb;em sobre este assunto, além dos R$ 3 milhões, bolsas de dinheiro e etc…
Está mais do que provado.
A turma do afastado é sim, ligada à tudo que famílias de bem abominam !