Quem acompanha a política com atenção já percebeu: o cenário eleitoral no Amapá entrou em uma nova fase, e o desespero bateu na porta do grupo da oposição. Uma leitura atenta dos dados recentes, cruzada com a realidade das ruas, mostra que a blindagem artificial está derretendo.
O termômetro mais claro disso está em quem apoia o governador Clécio Luís. As pesquisas apontam que Clécio é amplamente bem avaliado pela juventude e pelos eleitores com maior grau de instrução. Esse dado é vital. Estamos falando da parcela da população que tem mais acesso à informação, que não se deixa enganar por narrativas rasas e que tem imunidade contra fake news. Mais do que isso: o jovem e o eleitor instruído são os maiores formadores de opinião. Eles debatem, mobilizam e multiplicam votos. Quando a mente pensante do estado escolhe um lado, a mudança é inevitável.
Enquanto isso, do outro lado, o prefeito Furlan já começou a curva de descida. Perdeu 6 pontos na última amostragem geral e, nos institutos locais, já amarga menos de 60%. O encanto da máquina pública municipal e dos megaeventos festivos de junho e julho está cobrando o seu preço, e o eleitor começa a cobrar conteúdo, não apenas palco. Não é à toa que o prefeito demonstra agonia, buscando holofotes a qualquer custo — chegando ao ponto de tentar aparecer até como gandula em pelada de futebol. É o comportamento típico de quem percebeu que o favoritismo absoluto era uma ilusão de ótica.

O fator tempo: A última pesquisa reflete uma fotografia velha. Ela foi coletada entre 11 e 13 de junho e perdeu os fatos políticos que viraram o estado do avesso logo em seguida.
A pesquisa não captou o impacto do gigante ato político liderado pelo senador Randolfe Rodrigues na Orla do Araxá, que reuniu prefeitos e lideranças em uma das maiores mobilizações de rua e de redes sociais dos últimos tempos. O levantamento também nasceu desatualizado ao ignorar forças reais: não mediu a força da pré-candidatura de Aline Serrão, presidente da Assembleia Legislativa, e ignorou o peso histórico de João Alberto Capiberibe. Ao esconder nomes desse calibre, a pesquisa tenta desenhar um cenário que simplesmente não existe na realidade do amapaense.
A grande verdade é que o jogo está absolutamente aberto. Na pesquisa espontânea, mais da metade dos eleitores ainda não definiu seu voto para o Senado. Há um oceano de votos a serem conquistados, e a verdade começará a pesar muito mais do que a propaganda a partir de julho, com o combate frontal à desinformação.
As mobilizações da nossa base começaram agora e o grupo da velha política já se assustou. Eles não aguentam o ritmo das ruas. Se Clécio, Randolfe e toda a nossa base mantiverem a pressão com mobilizações semanais, a verdade vai prevalecer e a máscara da oposição vai cair por terra.
A juventude já escolheu o futuro. Quem estuda e se informa já escolheu o trabalho. Agora é hora de ir para a rua e consolidar a virada!